Uma das coisas pelas quais mais me interesso são epitáfios, acho que eles são realmente uma oportunidade muito boa para terminar de um modo memorável, é como a última frase de um livro. Tenho alguns favoritos e, pela seleção que fiz, me parece que prefiro aqueles que se resumem em uma frase que de algum modo estava sempre relacionada à pessoa enquanto ela vivia e que fez um certo sentido no contexto de sua morte.
1. MEL BLANC
"Isso é tudo, pessoal"
MEL BLANC
O homem de 1000 vozes
Amado esposo e pai
Mel Blanc foi um dublador e comediante americano conhecido por trabalhar dublando muitos personagens famosos da Warner Bros, entre eles o Gaguinho (Porky Pig) que fala no final dos episódios a famosa frase "Isso é tudo, pessoal" (ao menos tenta, antes de Pernalonga aparecer e dizer no lugar dele). Mel Blanc falou do desejo de ter essa frase como epitáfio e assim foi.
2. CAZUZA
O Tempo Não Para é o nome de uma das músicas mais famosas do cantor Cazuza. Como já falei um pouco no começo, gosto quando uma frase que por algum motivo é ligada a pessoa que faleceu cabe no seu epitáfio, é como se o tempo todo ela tivesse lá, esperando para estar no final, pregando sua mensagem, sorrateiramente, aparentemente inofensiva na teoria, pra no fim se concretizar chocando todo mundo, provando na prática sua veracidade. É... O tempo não para.
Oi, gente! O negócio é o seguinte: filmes sobre arte ou são desconhecidos ou vistos com preconceito - quando, na verdade, são bem legais. O principal acerca deles é a viagem psicológica na mentalidade do artista, o que fica meio perdido quando se lê uma biografia. Vou mostrar aqui meus preferidos: 1 - Frida (2002) O filme conta a história da pintora mexicana, desde sua adolescência até sua morte. Mostra seu casamento conturbado com Diego Rivera, também pintor, e a influência do relacionamento em sua arte - marcada inicialmente a partir de um grave acidente sofrido pela artista na juventude. Indicado ao Oscar nas categorias de melhor atriz (Salma Hayek), melhor direção de arte, melhor figurino e melhor canção original (Burn It Blue'). Venceu nas categorias de melhor maquiagem e melhor trilha sonora. A última entrada em seu diário: ''Espero a partida com alegria... e espero nunca mais voltar. Frida''
Há muito tempo a propaganda tem sido uma ferramenta primordial em certas situações, ela foi bastante utilizada pelos governos quando havia a necessidade por parte destes de convencer a massa de alguma coisa, principalmente em períodos de guerra e crise. A seguir veremos alguns cartazes importantes e/ou curiosos de certas épocas e conheceremos em quais circunstâncias eles surgiram, qual a mensagem dos mesmos.
1. Keep Calm and Carry On
(tradução livre: “Mantenha-se calmo e siga em frente”)
Original derradeiro que fica em exposição no antiquário e loja de livros Barter Book.
Você certamente já conhece esse cartaz ou uma paródia do mesmo. Ele surgiu no contexto da Segunda Guerra Mundial, em 1939, na Inglaterra. Como aprendemos, a Inglaterra se juntou às tropas Aliadas para combater a Alemanha nazista de Hitler, então, para acalmar a população, principalmente aquela que estava mais próxima dos conflitos, o governo decidiu lançar alguns cartazes positivos. Foram pensados três modelos padrões com diferentes frases:
O primeiro cartaz dizia: “Sua coragem, sua alegria e sua determinação vão nos trazer a vitória”. E o segundo: “A liberdade está em perigo. Defenda-a com toda a sua força”. Ambas as frases aparecem abaixo do desenho de um coroa, que representa a coroa do, até então, rei da Inglaterra: George VI.
O terceiro cartaz é o que já conhecemos, porém ele nunca chegou a ser divulgado, como os outros foram, pois o mesmo foi feito para ser exposto em uma situação de crise ou invasão, e com a vitória dos Aliados isso nunca chegou a acontecer.
Porém no ano 2000 a dona de uma livraria encontrou um exemplar do cartaz entre alguns livros empoeirados de sua loja e resolveu emoldurá-lo e pendurá-lo na frente da mesma. Foi quando o terceiro poster teve a sua vez, seus minutos de fama que se prolongariam em anos. As pessoas gostaram tanto do cartaz em exposição e sua história que os donos da livraria resolveram imprimir cópias e comercializar, desde então a frase vem se difundido e milhares de paródias sugiram, as quais você certamente já deve ter visto, principalmente pelas redes sociais.
(tradução livre: “O problema com o qual todos nós vivemos”)
A imagem a cima não é um cartaz, mas sim uma pintura feita por Norman Rockwell. Apesar disso, achei interessante colocá-la aqui porque ela também é uma propaganda, a medida que difunde uma ideia; mas principalmente por caracterizar um pensamento obsoleto que foi muito marcante na história: o racismo. Infelizmente, este não foi extinguido por completo, porém houve uma época em que além de ser mais difundido ele era também considerado normal, aceitável e justo. Ao menos atualmente, apesar de ainda existir, sabemos que o racismo deve ser fortemente condenado.
Fiquei em dúvida se deveria utilizar a palavra "alternativos" ou "undergrounds" ou até mesmo "cults", pois seus significados se misturam um pouco na minha mente. Em esclarecimento, o que quero mostrar é uma lista de filmes que por serem desconhecidos ou moderadamente desconhecidos vocês ainda não tenham assistido e possam conhecer, e também que saem do modelo hollywoodiano e assim possuem uma visão mais sensível, uma mensagem mais delicada e complexa, que não é óbvia e não se resume ao seu desfecho, mas sim à analise de uma série de comportamentos, palavras, sentimentos, ações em determinados contextos, que por fim formam a mensagem do filme.
Para quem não sabe, chama-se "underground" algo que não é muito conhecido, e sobre as outras duas definições, para melhor entendimento e informação de vocês, encontrei:
Filmes Alternativos são aqueles longas ou curta-metragem que fogem dos estilos hollywoodianos, não entram nos grandes circuitos, não alcançam grandes bilheterias, abordam temáticas diferentes com conteúdo/roteiro original e geralmente são filmados com baixo custo e/ou por produtoras independentes, muitas vezes em países diferentes do EUA. Pelo menos 90% do filmes alternativos são cult.Filmes Cult são aqueles que possuem um grupo de fãs dedicados e que continuam a ter admiradores e consumidores mesmo após não estar mais em evidência, devido à sua produção ter sido interrompida ou cancelada. Um bom exemplo disso são os filmes Star Wars, que são literalmente, até hoje, cultuados! Mas, poucos são os filmes cult que também podem ser considerados alternativos. Fonte.
Se você conhece algum filme alternativo que está fora da lista e que ache fantástico compartilhe com a gente nos comentários. Mas, então, vamos para a lista:
1. Medianeras (2011)
Sinopse: Martin (Javer Drolas) está sozinho, passa por um momento de depressão e não se conforma com a maneira com a cidade de Buenos Aires cresceu e foi construída. Como trabalha de casa, pouco sai e fica o tempo todo conectado na internet. É através dela que conhece Mariana (Pilar López de Ayala), aficcionada por chats. Eles iniciam um relacionamento virtual, sem saber que moram na mesma quadra.
Adaptado para português como: Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual.
Comecei pelo meu filme favorito desta lista, mas também um dos componentes do meu top 3 de filmes favoritos dentre todos os outros que já assisti. Essa obra possui uma característica que acredito que seja responsável por boa parte de sua beleza: Narração em primeira pessoa. A narração é o pensamento (em cada momento, de um dois personagens principais), o que eles pensam da cidade, da vida, do que fazem; e com isso nos encontramos muito próximos deles, dentro de suas adoráveis mentes. Mas essa característica não seria muito se o texto do filme não fosse magnífico, muito sensível e poético, pra quem gosta do gênero é muito difícil não se encantar e se perder em sua belíssima aura enquanto assiste.
Sinopse: Germain é um homem simplório, de poucos recursos intelectuais, mas de enorme coração. Ele mora num trailer instalado no quintal de sua mãe, uma mulher problemática da qual ele não consegue se distanciar nem física nem emocionalmente. A partir do livro de Marie-Sabine Roger, o belo roteiro se centraliza na relação entre Germain e Margueritte, uma simpática nonagenária apaixonada por livros. Num banco de jardim ambos amenizam a solidão conversando, quem diria, sobre Albert Camus e dicionários. Minhas Tardes com Margueritte fala das diferenças que, mais que atrair, complementam as pessoas. Fala das belas e simples coisas da vida e da morte, do amor e do abandono. Dirigido com sensibilidade e simplicidade por Jean Becker, o filme tem a poesia, o calor e a ternura de uma tarde na praça alimentando os pombos. Adaptado para português como: Minhas Tardes Com Margueritte.
Eu tenho um carinho enorme por esse filme, acho que ele é uma obra lindíssima, muito singela e sensível, ele me fez chorar no final não somente por um fato em si, mas pela ingenuidade e pureza que ele exala. Isso!, acho que a palavra que define esse filme é pureza. Depois de assisti-lo resolvi que quando eu chegar a terceira idade quero ser exatamente como Margueritte.
Os padrões estéticos são muito diversificados ao redor do mundo. O corpo é utilizado como símbolo cultural, e ao mudar a localização, muda-se a forma de tratar o corpo. Alguns desses padrões nos são extremamente estranhos, por se diferenciarem tanto dos nossos próprios. A lista abaixo contém os que mais me causaram estranhamento e, de certa forma, admiração pela diversidade gigantesca ao redor do globo.
1. Mauritânia
Olhando através dos nossos padrões magros e esbeltos, a estranheza é imediata. Na Mauritânia o padrão estético é ser acima do peso. A importância disso é uma forma de conseguir status, as mulheres engordam para mostrar que os maridos são ricos e elas não precisam trabalhar. As crianças que não nascem gordinhas são submetidas a dietas para engordar, com consumo calórico diário que chega próximo de 16 mil calorias.
2. Pés chineses
Esse é um padrão passado, mas muito chocante. Não existem registros de que as mulheres continuem fazendo isso, mas durante muitos anos os chineses acreditaram que pés grandes eram um indício de má sorte e os homens que se casassem com mulheres de pés grandes seriam miseráveis. Então as meninas quebravam os próprios pés e enfaixavam por vários dias, para que assim parassem de crescer.
Esta imagem de um par de galáxias em interação foi lançada para comemorar o 21º aniversário do lançamento do telescópio espacial Hubble.
A forma distorcida da maior das duas galáxias mostra sinais de interações de maré com a menor delas. Pensam que a menor galáxia passou através da maior.
2. Hubble Ultra Deep Field
Galáxias, galáxias por todo lado - tão longe quando o Hubble pode ver. Esta vista de 10.000 galáxias é a mais profunda imagem visível do Cosmos.
A imagem inclui galáxias de várias idades, tamanhos, formas e cores. As menores, galáxias mais avermelhadas, podem estar entre o mais longe conhecido, existindo quando o Universo tinha apenas 800 milhões de anos. As galáxias mais próximas - as maiores, mais brilhantes, bem definidas espirais e elípticas - surgiram por volta de 1 bilhão de anos atrás, quando o cosmos tinha 13 bilhões de anos. A imagem requiriu 800 exposições realizadas ao longo de 400 órbitas através da Terra. A quantidade total do tempo de exposição foi de 11,3 dias, realizadas entre 24 de setembro de 2003 e 16 de janeiro de 2004.
3. Galáxias colidindo fazem amor, não guerra
Essa imagem das galáxias "antena" (Antennae) é a mais nítida desse par de galáxias em fusão. Como as galáxias se esmagam juntas, bilhões de estrelas nascem, principalmente em grupos e aglomerados.
4. A imagem mais detalhada da Nebulosa do Caranguejo
A Nebulosa do Caranguejo é um dos objetos mais complexamente estruturados e altamente dinâmico já observados.
5. Borboleta surge de morte estelar na nebulosa planetária NGC 6302
Este objeto celeste parece uma borboleta, mas está longe de sereno. O que parece as asas da borboleta são na verdade caldeirões de gás aquecido a cerca de 20.000 graus Celsius. O gás está rompendo através do espaço a mais de 950.000 quilômetros por hora - rápido o suficiente pra viajar da Terra à Lua em 24 minutos. (Leia mais aqui)
(Eu demorei muito pra escolher quais postaria aqui. Tem muitas fotos maravilhosas. Clicando aqui você pode apreciar outras)
Olá! Hoje vou compartilhar com vocês um pouquinho da minha paixão por musicais, deixando dicas para esse fim de férias. Eu tenho consciência de que muitas pessoas não gostam do gênero, mas outras tantas simplesmente têm preconceito (grande parte gerado pelas propagandas de High School Musical na Sessão da Tarde..). Para mim, é simplesmente fantástico: a união entre música, cinema e dança, caracterizando em um só lugar o que podemos chamar de arte. E, com isso, vamos ao post: escolhi meus musicais preferidos para compartilhar com vocês.
1) Moulin Rouge (2001)
Vou começar pelo clássico. É impossível não colocá-lo aqui, o filme responsável pelo ressurgimento dos musicais após anos de esquecimento. Foi o primeiro do gênero a ser indicado ao Oscar de melhor filme em 23 anos, após a indicação de The Show Must Go On, em 1979. É incrível como a poesia está presente nas falas dos personagens, assim como nas músicas. A história se centra no amor entre o jovem Christian (Ewan McGregor) e a mais famosa cortesã do Moulin Rouge, Satine (Nicole Kidman).
2) Nine (2009)
Também com a *diva* Nicole Kidman. Conta a história de Guido Contini (Daniel Day-Lewis), famoso diretor de cinema com problemas pessoais e diversas relações espalhadas com muitas mulheres - esposa, amante, musa idolatrada, jornalista, prostituta, figurinista.
3) Chicago (2002)
O filme gira em torno de duas assassinas, Velma (Catherine Zeta-Jones) e Roxie (Renée Zellweger). Elas se conhecem na petenciária, após Velma matar seu amante. Direcionada por seu advogado, começa a buscar status de celebridade, para assim conquistar o público e consequentemente se livrar da cadeia - estratégia antes utilizada por Velma, que aos poucos via sua fama e suas chances de liberdade se esvaindo.
4) Hairspray (2007)
Esse é o mais pegada-de-férias de todos, bem divertidinho mesmo. E por trás de todo o enredo do filme, uma crítica e apelo social em luta pela igualdade - em qualquer esfera envolvida. O enredo é a história de Tracy (Nikki Blonsky), uma adolescente gordinha que é apaixonada por um programa musical de tv patrocinado por um spray de cabelo (daí o nome do filme). Com isso, luta para fazer parte dele e incluir pessoas negras no mesmo: a segregação existente nos anos 60 é duramente criticada no filme, porém de forma sutil. E conta no elenco com John Travolta interpretando a mãe de Tracy! Em uma entrevista com o ator, ele afirmou que o maior motivo de orgulho é que, inicialmente, todos o reconheciam como John e apontavam para a tela. Depois de um tempo, esqueciam que era um homem interpretando um papel feminino e simplesmente interagiam com o filme.
Cinema cultural no fim de férias:
Vou alertar vocês para minha maior expectativa cinematográfica nessa primeira parte de 2013: Os Miseráveis. A produção (pelo menos visual, já que não posso ainda falar da adaptação do livro) é simplesmente encantadora, e conta com atores que por si só já atraem o público: Anne Hathaway, Hugh Jackman e Russell Crowe. A adaptação musical se baseia no famoso livro de Victor Hugo, já também adaptado como musical da Broadway. Segue abaixo o trailler para quem quiser dar uma conferida. A estréia está programada para 01 de fevereiro.
Essa postagem é quase um pequeno tutorial de fotografia. Só que eu queria fazer algo mais acessível. Muita gente tem uma câmera compacta guardada e acaba se decepcionando com suas fotografias por não saber muito sobre. Pensei em explicar um pouquinho de fotografia com câmeras compactas. Coisas simples que vão ajudar desde agora até quando você tiver uma câmera melhor. Espero que possa ajudar da mesma forma que me ajudou quando eu só tinha a minha pequena, também.
Pequeno detalhe: Não importa se sua câmera é aquela velha de 2006 que seu tio usava pra tirar foto de você dormindo. Não importa se está meio pifadinha. Desde que ela bata a foto, tire do armário e comece a clicar. Não se aprende fotografia lendo tutoriais. Faça igual o tio chato! Tire fotos de tudo.
A primeira coisa que eu acho necessário saber é como enquadrar a sua foto. Aposto que muita gente já viu alguma foto de um lugar maravilhoso mas que causa um estranhamento que a gente não sabe dizer o que é. Muitas vezes isso ocorre porque a foto está enquadrada errada.
(Todas as fotos usadas pra ilustrar as postagens são minhas, por isso não vou colocar crédito em todas)
1. O mistério do horizonte torto
Aposto que essa foto te gerou um certo incômodo. É um lugar bonito. O céu está lindo. A bandeira. As casas... Então, que há de errado? É o horizonte.
E então a foto com o horizonte certo. Dá pra notar a diferença?
A primeira dica, então, é: Não se esqueçam de alinhar o horizonte. "Ah mas então você está dizendo que toda foto boa tem que ter o horizonte reto?" Não. Existem fotos belíssimas com o horizonte torto e são feitas assim propositalmente. Mas é importante saber a regra pra poder explorar as outras formas, eu acho.
2. O que fotografar
Esse tópico vai ser mais uma simplificada de outras regrinhas de enquadramento que eu não fui capaz de resumir. O importante nesse caso é conhecer o objeto a ser fotografado e fazer com que ele seja destacado. Na foto abaixo, eu tive que me aproximar da flor para que a foto ficasse nítida. Nas câmeras compactas existe uma opção chamada "Macro", que tem um ícone que muitas vezes é uma florzinha. Muita gente já deve ter colocado nesse modo sem querer pra bater um retrato e a foto ficou embaçada. Por que? É um modo específico para fotos próximas.
(Essa foto não foi tirada com uma compacta e sim com uma semi-profissional mas achei legal como exemplo)
(Essa é fruto da minha compacta no modo Macro)
3. Esqueça o zoom
Se a sua câmera tem um zoom digital de 1 milhão de vezes, esqueça-o. O que o zoom digital faz é cortar as imagens na própria câmera, e não aproximá-las. É como se você estivesse indo no Paint e dando "crop" na imagem. O zoom óptico é o que realmente aproxima as imagens, e normalmente as câmeras mais simples não o possuem. Como você não tem a chance de deixar a câmera fazer o trabalho por você (no caso do zoom digital), aproxime-se do seu objeto.
Existem as pessoas que desenham bem, provavelmente você conhece alguém, algum colega, ou mesmo você desenhe bem. Mas alguns artistas simplesmente fazem verdadeiras façanhas de tanto talento que possuem. Enquanto estamos aqui tentando desenhar um olho igual ao outro, eles estão bem além disso, quase tocando o impossível. Vamos conhecer alguns deles?
Clique nas fotos para vê-las no tamanho original.
1. Esref Armagan.
Essa pintura, apesar de bonita, não teria nada de especial e impressionante não fosse o fato de que o seu criador é cego desde o nascimento, ou seja, tudo o que o mesmo desenha nunca chegou a ser visto por ele. Esref usa uma técnica chamada perspectiva de três pontos que é considerada muito difícil. Sobre seu trabalho ele diz:
“Eu nasci cego e não sei o que significam luz, cores e formas. Comecei usando pregos para desenhar, depois lápis de cor. Gosto muito de pintar flores, peixes e pássaros. E nunca sei se o que desenhei ficou bonito ou feio até mostrar para alguém. E, quando gostam, eu sinto muita paz (...) Eu só queria entender melhor o ambiente onde vivo. Deus me deu a habilidade de pensar e usar esses pensamentos através das mãos. Este é o jeito pelo qual eu conheço o mundo”.
2. Riusuke Fukahori
Goldfish Salvation
Acima temos a foto do desenho, não o desenho em si. Esse artista pinta peixes e usa uma técnica com um líquido que dá a impressão de que o desenho está em 3D. O mais interessante foi que, ao menos a mim, deu a impressão de que os peixes são reais, mas o tempo parou para eles, ou seja, é como se houvesse vida ali, espaço, mas não tempo. O trabalho toma uma dimensão mais real e por isso mais incrível quando vemos como ele é feito:
3. Dirk Dzimirsky
Sim, isso é um desenho. Hiperrealismo utilizando apenas o lápis. Com seus desenhos Dirk procura criticar a mídia, pois essa retoca as fotos das pessoas para, por exemplo, colocar em revistas, sem manchas, sem marcas de expressão, coisas das quais ele notoriamente não abre mão nos seus desenhos.
Entretanto, algumas pessoas não consideram suas obras como arte exatamente, pois o que ele faz é copiar detalhadamente utilizando sua técnica estupenda, o que seria o mesmo trabalho de uma máquina fotográfica. Possui, com certeza, seu valor por ser algo muito difícil de se fazer, mas alguns acreditam que não pode-se chamar de arte. Mas isso é uma questão de ponto de vista, há quem o chame artista.
O que faz o trabalho desse artista italiano ser singular é que ele usa uma técnica chamada pontilhismo utilizando carimbos de datas na criação das suas imagens. Uma curiosidade sobre seu trabalho é que ele costuma colocar a data correspondente ao dia enquanto cria a arte, ou seja, cada carimbo tem a data do dia em que foi feito, assim sua obra abriga também uma espécie de linha do tempo dos dias em que ele trabalhou na mesma.