Oi, gente! Como vocês devem ter percebido, a frequência por aqui anda complicada, então o primeiro recadinho que eu quero dar é que, caso você se interesse por fazer parte da equipe do LDD ou conhece aquela pessoa super legal-massa-descolada-supimpa, dê uma olhadinha nesse post
aqui que explica sobre isso.
Hoje eu quis compartilhar com vocês um dos meus amores secretos: dedicatórias de livros. Acho algo extremamente pessoal e misterioso, uma marquinha de eternidade no tempo. Vou mostrar algumas das minhas preferidas que já vi por aí. E como dica, deixo o tumblr do
Eu Te Dedico. As imagens lá são bem rapidinhas de ler, todas com a decifração do que está escrito (certo por linhas tortas) e em português. Perdoem essa boa padawan que vos escreve, mas não tive paciência de fazer o mesmo com todas as imagens que colhi para postar aqui. Mas acho que a maioria das que não fiz isso estão bem legíveis e entendíveis de todo o jeito.
Um beijo,
L.
"Syl,
Nos corredores largos do metrô Ana Rosa, por três vezes topei com um sujeito barbudo e ensacadinho que carregava uma sacola plástica de supermercado, cheia de papéis, e equilibrava um caderno velho por baixo do braço.
Tempos depois, quando o vi na primeira montagem desta história no teatro e a figura de Marçal Aquino me surgiu na primeira pesquisa que fiz sobre o seu nome, descobri que, além de meu vizinho, o homem misterioso do metrô era um escritor que só precisava dos títulos dos seus livros para fazer tremer o chão debaixo dos pés de quem lê.
Como você (e como eu, coisa que ainda não te contei), Marçal escreve seus trechos à mão em cadernos antes de entregá-los, digitados, para os editores. Fico me perguntando se em alguma daquelas vezes em que topei com ele não era o rascunho deste livro que ele carregava debaixo do braço.
Fico me perguntando também que tipo de variações de títulos eu teria para te dar de presente se aquele caderno tivesse se perdido nos corredores ou nos trilhos daquele metrô.
Fico me perguntando, ainda, o que quero que você encontre nas histórias de Rímini, Sofía, Lavínia e Cauby. Talvez o meio metro de chão que eles tiraram de mim quando cruzaram meu caminho. Talvez o volume de ar que eles me tiraram.
Ou talvez queira que você os perca também. E que a gente os encontre juntos, em algum lugar fora dessas páginas.
Cheiro de goiaba (pro
Gabo não ficar com ciúmes
de novo),
Tiago."